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© o escrivão

histórias em capítulos diários de segunda a sexta-feira.

© o escrivão

histórias em capítulos diários de segunda a sexta-feira.

11.06.21

© Oxford(capítulo #14)

os dias fluiram harmoniosamente, Rita era tenaz na sua recuperação, e Luca investiu seriamente na sua tese. ambos eram dedicados ao que havia para fazer. os dias tornaram-se semanas e sem uma falha completaram um mês de internamento. era tempo para repetir os exames e analisar os progressos e, finalmente, Rita teve alta. a jovem já falava russo fluentemente, graças ao seu tutor, que lhe deu aulas via telefone e dedicou parte dos seus fins-de-semana a trabalhar com ela no hospital, a dar-lhe exames para completar. a jovem tinha de traduzir uma obra russa e escolheu "A Felicidade Conjugal" escrita por Leon Tolstói em 1859. a tradução era excepcional, tanto que uma editora assinou logo contrato com a jovem duquesa, e esta completou o semestre no quadro de honra da Universidade. Luca apaixonou-se pela obra de Camille Claudel que estudou no Courtauld Institute of Art em Londres e, após muita pesquisa e uma viagem a Paris, dedicou-se a escrever uma biografia onde as obras e a vida pessoal da escultora se diluiam. obra que também lhe valeu um contrato com um editor. quando saíram do hospital a rainha convidou-os imediatamente para um almoço em família, incluíndo a madrinha. a prima Ana correu a abraçar Rita. pregaste-nos um susto, murmurou, não o voltes a fazer está bem! Rita comoveu-se. sei que os vossos tutores têm movido montanhas para vos ajudar com os vossos cursos, revelou a rainha, o que sugerem para os agraciar? o jovem casal disse que queriam apoiar ambos os cursos com uma doação. a rainha anuiu e ofereceu-se para distinguir os dois tutores com uma Ordem de Mérito. Rita e Luca adoraram a iniciativa da monarca e agradeceram de coração cheio. terminado o semestre, o casal e a Madre viajaram até Moscovo, onde Rita herdara as casas dos progenitores e todos os seus pertences.

FIM
© as Aventuras dos Salvatóre

10.06.21

© Oxford(capítulo #13)

a jovem entrou no quarto e desatou a rir. o médico veio logo atrás e disse: é uma excelente ideia, este cérebro precisa de muitos estímulos. com os exames que fizemos pudemos estabelecer a fisioterapia necessária para uma recuperação em pleno e vocês acabaram de dar o primeiro passo nesse sentido. a Madre perguntou quando é que a sua menina voltava para casa, o cirurgião lembrou-a que só dava alta à Rita quando ela estivesse apta a regressar aos seus treinos com o marido, mas adiantou como estimativa um mês. a jovem ficou com os olhos marejados e a madrinha percebeu porquê, então pôs-lhe no colo o que o seu tutor lhe enviara. Rita chorava agora de alegria e beijou as mãos de Maggie. estou a ver que os meus pombinhos vão passar os dias os dois a estudar no quarto, riu a Madre. não, não, adiantou o guarda-costas de Luca, muito do trabalho do duque passa por visitar museus e escolher uma época da história da arte para desenvolver a sua tese, tenho-o debaixo de olho. Rita pediu ao segurança para se aproximar e deu-lhe um forte abraço e um obrigada de coração. era hora de descansar, a mãe e a madrinha despediram-se com um até amanhã. o guarda-costas de Luca perguntou se precisava de mais alguma coisa fora do hospital, o jovem agradeceu-lhe todo o cuidado e disse-lhe para ir descansar, que ele estava onde sonhara estar há dois dias. confirmaram a hora do treino matinal e o segurança deixou-os também. Rita chamou o seu guarda-costas e pediu-lhe um favor enorme: ir para casa descansar, que ela estaria ali de manhã. ele sorriu e disse que voltava ao nascer do sol. Rita já podia beber água e, como tal, já não estava a receber soro. não havia nenhum tubo a condicionar-lhe os movimentos. Luca deitou-se na cama da sua amada, abraçou-a e acabaram por adormecer deste modo.

(continua)

09.06.21

© Oxford(capítulo #12)

o médico entrou com um sorriso, dizendo: olá Rita! posso fazer-lhe algumas perguntas muito simples? a jovem estava deveras confusa, mas o cirurgião sossegou-a dizendo que, depois era a vez dele lhe responder a tudo o que ela precisava esclarecer. estiveram quase uma hora a conversar, já se ouvia o riso da duquesa e, quando se preparavam para a mimar, viram-na sair de cadeira de rodas para mais exames. o médico veio ter com eles e afirmou que tinham ali uma jóia preciosa, muito rara. mais uma hora de testes e nada de emoções intensas que ela ainda estava física e emocionalmente muito frágil. a mãe perguntou se Rita ainda receberia mais alguma transfusão, o cirurgião disse que não, que a partir de agora era investir numa dieta alimentar o mais diversificada possível. olharam uns para os outros sem saber como ocupar o tempo. Luca exclamou: e se lhe decorarmos o quarto com balões e serpentinas! a mãe e a madrinha aplaudiram a ideia, mas não sabiam onde ir. o segurança de Luca prometeu-lhes levá-las ao sítio ideal, que tinham de se controlar para não comprar tudo na loja. nada de peluches, avisou a Madre, ela não gosta, diz que já passou o tempo dos brinquedos. tal como o guarda-costas tinha avisado, a mãe e a madrinha estavam fascinadas com a quantidade de hipóteses de decoração do quarto de Rita. Luca escolheu um balão azul, enorme, que dizia: amo-te. deixou-o com o segurança e foi a uma florista em frente comprar dois vasos de amores-perfeitos, para a mesa de cabeceira da sua amada. estava satisfeito. os dois homens sorriam divertidos com a animação de Catherine e Maggie. compraram quatro balões em forma de flor e serpentinas com adesivos para colar no tecto. voltaram para o hospital, Rita continuava ausente. pediram autorização para usar os adesivos no tecto e no chão, com certeza disseram as enfermeiras divertidas com tanto balão. queriam que os balões flutuassem no mesmo sítio e não a passear pelo quarto. Luca colocou o coração azul à cabeceira, onde não havia máquinas. a mãe e a madrinha colocaram as flores flutuantes entre a cama de Rita e o quarto do acompanhante. e encheram tudo com serpentinas de todas as cores.

(continua)

08.06.21

© Oxford(capítulo #11)

notificado sobre a saúde de Rita, o tutor de Luca tinha à sua espera a matéria já dada, a que seria discutida durante o resto da semana e a lista de exposições em Oxford e Londres onde poderia interiorizar as aulas perante as obras-primas originais. o guarda-costas pediu se podia ter a lista de museus a visitar, para ter a certeza que Luca não arranjava um pretexto para passar a viver no hospital por trás dos apontamentos e dos livros. o jovem resmungou entredentes e os dois homens trocaram um olhar divertido. o tutor lembrou-o que tinha aquele semestre para escrever uma tese sobre um período artístico à escolha, daí a importância de conviver com as obras o máximo de tempo possível. era um privilégio ter tantas peças originais à escolha. Luca agradeceu a paciência e a consideração que estavam a ter por ele. o tutor prontificou-se para lhe esclarecer dúvidas por telefone e que esperava voltar a vê-lo na semana seguinte. voltaram a Londres, o jovem queria ir directo para o hospital, mas o segurança levou-o primeiro a casa para arrumar uma mala com tudo o que necessitava para dormir fora de casa. em tom de ultimato disse-lhe que esperava por ele às seis da manhã para irem correr. quando chegaram ao hospital encontraram a mãe e a madrinha a chorar por entre sorrisos e abraços. podemos saber a boa nova? indagou Luca. a Madre exclamou erguendo os braços ao céu: o quisto é benigno! o útero e o outro ovário estão saudáveis! posso vê-la? claro que sim! o jovem abriu a porta devagarinho, mas a euforia da mãe e da madrinha tinham acordado Rita. que olhava para tudo desorientada. Luca pediu para chamarem o médico. enquanto esperavam, contou a Rita o que tinha sucedido, desde a visita da rainha e a presença dos guarda-costas.

(continua)

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