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© o escrivão

histórias em capítulos diários de um minuto e vinte segundos, num total de vinte e cinco minutos por conto.

© o escrivão

histórias em capítulos diários de um minuto e vinte segundos, num total de vinte e cinco minutos por conto.

05.05.21

Rita Windsor em 1963 © Luca Salvatore

(capítulo #19)

logo que vestiu o smoking, antes de sair para a conservatória, Luca ligou aos pais a dar a boa nova e a pedir-lhes a bênção. estes acederam com uma condição: logo que estivessem de férias, deviam-lhes uma festa de casamento em Sifnos, segundo a tradição grega. pelo que, quando chegaram ao palácio Luca pediu à rainha para enviar o press release aos pais em primeira mão, e só depois divulgá-lo aos média. o princípe consorte tratou de o fazer chegar aos pais do duque de Sifnos nessa mesma tarde, via estafeta aéreo e com a chancela da coroa britânica. quando, à noite, os pais ligaram para Londres só a Madre estava em casa, estavam tão honrados. as mães estiveram a conversar quase uma hora, ambas tão felizes. uma queria contar o dia e a outra queria muito saber como tudo se tinha passado. Luca e Rita estavam de lua-de-mel na casa da floresta, na Escócia. Rita finalmente fez uso do seu brevet para voar com o seu amor. regressariam a Londres no fim-de-semana pois, segunda-feira, era tempo de voltar às aulas em Oxford.

FIM
© Oxford #1

04.05.21

Rita Windsor em 1963 © Luca Salvatore

(capítulo #18)

no dia dez de junho de mil novecentos e sessenta e quatro, uma quarta-feira, Rita Windsor e Luca Salvatore tornaram-se legalmente um casal. com a bênção da princesa Ana em nome da mãe e do pai, da Madre anglicana e dos padrinhos hippies. em seguida, dirigiram-se todos para o palácio de Buckingham onde os aguardava uma pequena cerimónia para oficializar o casamento da duquesa de Aberdeen e do duque de Sifnos. celebrado com um brunch em família, oferecido pela Madre e a sua caterer predilecta. discretamente, Luca e Rita continuavam de mão dada, alimentando-se um ao outro com a outra mão. a Madre e a rainha já se tinham apercebido e olharam uma para a outra cúmplices. são uns pombinhos trapalhões, disse a mãe baixinho. após tão deliciosa refeição, em tão boa companhia, ficaram à mesa a conversar. os padrinhos estavam sempre a agradecer a honra. de repente a rainha levantou-se e disse: vamos para o salão dançar. Rita e Luca venham abrir o baile. quem é que escolhe a música? indagou a monarca e a nova duquesa de Sifnos disse logo: a princesa Ana! e foi a melhor escolha possível.

(continua)

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